Banda britânica que já vendeu 35
milhões de discos volta às origens

*Crítica Musical
*Jornalista (JP)
*Felipe de Jesus
*💿Avaliação do álbum: Quatro estrelas

Quando escutei pela primeira vez o Jamiroquai eles já tinham três anos de carreira e acabado de lançar ‘Travelling Whithout Moving (1996)’, um dos álbuns mais modernos e emblemáticos da década de 1990. Além da capa que é bem estilizada, o disco traz canções marcantes como Virtual Insanity; Alright; Hight Times e a bombástica Cosmic Girl, faixa que fez o disco se tornar um dos mais populares dentre os 35 milhões de CDs vendidos na carreira da banda.

Os quatro discos após Travelling Whithout Moving: Syncronized (1999); A Funk Odissey (2001); Dynamite (2005) e Rock Dust Light Star (2010) não alcançaram o mesmo sucesso e com isso a banda perdeu um pouco do glamour adquirido nos anos de 1990. Mesmo assim, eles persistiram e em 2017 surpreenderam os fãs com o seu mais novo disco: Automaton. O novo álbum sela o jejum de sete anos da banda sem lançar um trabalho de estúdio e para a surpresa dos fãs, o disco traz a sonoridade do início da carreira da banda.

Além da faixa título do disco, Cloud 9; Superfresh e Shake In On abrem o álbum que ainda traz as dançantes Hot Property; Summer Girl e Somenthing About You que em minha opinião é uma das melhores do disco. Prova disso é que até muitos fãs que já não se lembravam muito da banda, quando escutam algumas músicas do álbum perguntam: “É do Jamiroquai, não é?”. Sendo assim, fica claro que o disco é uma volta às origens do conceituado som do Jamiroquai.

Capa do último disco
(Foto: Divulgação)

Em declaração ao portal da Universal Music, o vocalista Jay Kay (JK), disse que a inspiração para o novo disco da banda veio por causa de toda a tecnologia que temos hoje. “Fala sobre como nós, seres humanos, estamos começando a esquecer as coisas mais agradáveis, simples e eloquentes da vida e do nosso ambiente, incluindo a nossa relação com os nossos semelhantes”. Uma referência do cantor em relação a modernidade que tem feito as pesosas se conectarem, mas ao mesmo tempo se afastarem fisicamente.

Produção e faixas na mídia ))

O disco foi gravado pela Virgin EMI Records e produzido em Chinllington Studios e em Londres. Todas as letras são assinadas pelo vocalista JK em parceria com Johnson. A primeira faixa de divulgação do álbum que leva o nome do disco já teve mais de 6 milhões de visualizações no YouTube. Logo em seguida a banda lançou Cloud 9, balada dançante que também ja teve também quase 6 milhões de visualizações no canal.

Ainda sim, a grande faixa do álbum para muitos fãs e críticos de música é exatamente a canção que eu mais gostei, Something About You que ainda não foi tocada nas rádios e divulgada no YouTube. Automaton marca a volta do Jamiroquai aos palcos e mesmo com tantos estilos musicais fervilhando no mundo e no Brasil como o Funk e o Sertanejo, a banda mostra toda sua força na música mundial. Se você ainda não escutou Automaton, tire um tempo para ouvir e perceba que o Jamiroquai voltou em boa, aliás, ótima forma. Pode até não merecer uma nota 10 para alguns fãs, já que nem todas as faixas do disco seguem a linha “Jamiroquai de ser”, mas avalio em 9,5. Até a próxima Crítica Musical.

Para escutar o novo disco acesse:
https://umusicbrazil.lnk.to/AutomatonAlbum

Confira a discografia do Jamiroquai:
https://www.vagalume.com.br/jamiroquai/discografia/

Preço sugerido do disco (físico): R$25 a R$30.

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